Dia
desses, ao participar de uma rodada de conversas com
profissionais do setor, pedi que eles ementassem as
situações mais peculiares relatadas ao mundo da segurança.
No papo, surgiu um pouco de tudo. Histórias sobre
instalações em lugares curiosos, depoimentos sobre a relação
com os clientes e também casos que já fazem parte do
anetodário do setor.
O
primeiro e mais famoso deles talvez seja o do cliente que
fez um amplo investimento em segurança, optando pelos
equipamentos de ponta e pelas melhores tecnologias mundiais.
O Plano de Segurança trazia detalhamentos para cada área do
ambiente e havia sensores, câmeras e alarmes em todos os
espaços. A segurança na casa era o sonho de qualquer
instalador. O único problema era que o morador vivia
esquecendo as senhas para fazer os equipamentos funcionarem.
Uma
senhora dirigia seu carro blindado quando foi abordada por
um assaltante que exigia que ela saísse do veículo ou
dispararia o revólver. Ela, sabendo que estava protegida
pela blindagem, ignorou a ordem do bandido e acabou morta,
pois o pino de segurança estava destravado e permitiu que o
ladrão abrisse a porta.
O
terceiro e um dos mais engraçados, foi o do cliente que
perdeu a chave de casa e que, para entrar resolveu pular a
janela, esquecendo-se dos sensores. De nada adianta contar
com as tecnologias mais modernas e esquecer dos princípios
básicos de proteção e do funcionamento ou da manutenção dos
equipamentos.
Quando
reforçamos este conceito de unidade, tentamos criar uma nova
rotina na vida dos usuários. Com isso, queremos que eles
sejam seus principais parceiros na efetivação dos Planos de
Segurança, ou seja, que os indivíduos ajudem seus anjos da
guarda, quando se fala de riscos e de se manter em ambientes
protegidos.
Muitas
pessoas têm a falsa idéia de que os equipamentos e os
serviços de segurança garantem a sua total e exclusiva
proteção. Esquecem-se, porém que os principais responsáveis
pela ausência de situações críticas são eles próprios
através das atitudes que tomam no dia-a-dia.
Fonte:
Revista Segurança & CIA
Maio/2007
Crônica: Verônica Marques
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